quarta-feira, 26 de julho de 2017

NO BALANÇO DO AMOR


Meus netinhos: Maximiliano (menor) e Dante Luiz

Hoje, Dia dos avós, a gente carrega uma pontinha de orgulho, porque nossos filhos conseguiram nos dar este presente precioso que é ouvir, diariamente:

- Oi Vovó Graça! (do maior)  e, do menor, aquele olhar de amor acompanhado de um largo sorriso.

Coisas tão simples, não é mesmo, caro leitor amigo, mas com um grau superlativo de emoções, de sentimentos.

Aqui, nesta foto, meus netos descobrem o que é liberdade desde cedo na casa da vó.

E, eu, como que por milagre, sigo no balanço do amor, junto a minha filha e esses pequeninos tesouros.

Parabéns para nós, que amamos estar nessa condição de avós!


Maria Marçal
Dia dos Avós 2017

domingo, 16 de julho de 2017

NOSSA CAPACIDADE DE 'REFLORESCER'




Muitas vezes nos concentramos tanto no dia a dia que mal percebemos que este acabou e volta-se a rotina do dormir...

Vamos, nesse compasso, nos distanciando do que existe de melhor na vida: a família... o nascimento de uma criança, que vem ao mundo para renovar sentimentos, reconstruir laços diuturnamente desaquecidos.

Não percebemos, nessa miudeza de atitudes, que o abraço, o procurar pelo outro, o escutar os problemas do outrem tem poderes terapêuticos sobre a gente, porque somente assim descobrimos que não somos o centro de tudo.

No finalizar da semana, que hoje se esgota, fui conhecer minha sobrinha-neta, Manuela, florzinha de três meses de vida.



Anos se passaram que não ia a Florianópolis e, num segundo de reflexão, me conectei à vida de minha mana, Carmem; de toda sua família, de meus sobrinhos e afilhada, hoje nos braços com sua menininha trazendo esse reflorescer e, ao mesmo tempo, como bem disse o marido de Camila e papai da Manuela: - "é correr para casa depois do trabalho para viver nossa princesa".




(na foto - Camila com a Manuela, eu e Rodrigo, papai


E esse tornar a florescer, também aconteceu no cotidiano de minha mana Carmem, de meu cunhado, Francisco... é como cobrir-se de flores quando da chegada de um neto (no caso, a primeira).


Carmem, Francisco e sua primeira netinha, Manuela


Puro encantamento foi minha estada no convívio com essas famílias lindas.
Recordações, conversas, refeições saborosas feitas com alegria me fizeram recuperar sentimentos tão nobres de amor, de paz, de esperança conduzidas pelas promessas de um próximo encontro.

E o mar! (minha mana e a Camila moram frente a ele)...que gostoso ...que maravilhoso se reencontrar com o barulho das ondas, com a infinita paz que nos assiste o caminhar na areia...


Cachoeira do Bom Jesus e Canasvieiras


Assim que, na companhia de pessoas queridas, pude me reflorescer! e, mais uma vez, ter a certeza de que a vida para ser boa precisa apenas da companhia de pessoas que queremos e nos querem bem...

Obrigada Carmem, Francisco, Rodrigo e Camila... prazer em tê-los comigo.

Eu e a mana Carmem


E hoje, domingo,  já estou de volta valorizando ainda mais a família que construiu minha filha, Maria Júlia.

Quer coisa mais deliciosa do que ouvir de meu neto maior:

- eu estava com saudade de você, vovó Graça.

Dante Luiz pediu para que eu tirasse uma foto dele..



O Maximiliano, também, ao acordar da sonequinha veio ao meu encontro num largo sorriso...

E, finalizando...

De minha filha: - eu estava com saudade mãe!
De meu genro: - esse passeio te rejuvenesceu!


Beleza, então!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

SERÁ QUE FICO ...





Será que fico assistindo tudo assim:

Parada, estagnada frente à tanta farra com nosso dinheiro;

Calada, perante esse congresso/senado/assembleia legislativa composto de pessoas inescrupulosas, indignas, que, num dedilhar de painel, aprovam, eufóricos, leis que nos tornam indivíduos submissos, curvados;

Servil a esse novíssimo governante, seja ele/ela municipal e/ou estadual, que somente aponta 'crise' e vai, sorrateiramente, arrecadando e elevando impostos;

Olhos vedados como o faz nossa Justiça;

Encurralada pela força das armas em mãos bandidas;

Amedrontada em razão de um País à deriva;

Alheia ao empobrecimento do outrem;


Será que fico, de fato, tão fora de foco, porque se de quem esperávamos JUSTIÇA, faleceu (Teori Zavascki). 
E, vem aí, a indicação de um infiltrado - essencialmente político - para terminar de desmantelar a Ordem e Progresso desse nacionalismo, ora coberto de lama.

Esta maturidade que nos faz olhar para traz, visualiza um momento que a nada podemos comparar: esse estado desesperador de usurpação.

Não gostaria de 'ficar', mas realmente que espaço nos deixam esses homens públicos incrustados no poder, cujos, a cada dia que passa, sabotam nossa dignidade, os exemplos da História e a decência, sob o olhar incrédulo do povo brasileiro sedento por normalidade.

Será que fico.... já não sei mais!


Maria Marçal

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

FLORES PARA D. NENA





MARIA LORENA FLORES DA SILVA, dona Nena, como carinhosamente nos tratamos durante anos e anos.

Ontem, 07 de fevereiro, sua neta me liga:

- D. Graça, a vó faleceu hoje de manhã...

E assim as portas de Deus se abriram para receber essa pessoa que, em vida, esteve comigo por mais de quinze anos, ajudando a cuidar de mim e de minha filha, Maria Júlia.

Devo muito a ela, muito mesmo. 
Minhas incessantes horas de angústia, meus caminhos sem direção, a falta de experiência, onde havia o pulso amigo da d. Nena, tudo ela me puxou pela mão e fez-me prosseguir. 



Hoje ficará no campo das lembranças nossas conversas, sua comidinha caseira: a carne de panela que nunca saberei fazer igual; a galinha de sabor inigualável, a rotina de duas companheiras de coração.

Minha filha, ao lhe contar, também desabou em prantos... foram anos cuidando dela como sua!

Ainda bem que pude vê-la no hospital por duas vezes e lhe dizer o quanto a amava, o quanto sentia ela não estar no comando de sua vida, já que era independente, destemida, brava, de personalidade.
Esse fato me comove, mas ao mesmo tempo, abranda um pouco minhas lágrimas.

Minha família se alia a sua perda, D. Nena...
Todos lhe tinham em alta conta.

Peço ao nosso Deus poderoso que a proteja, a conforte por ter partido tão cedo, porque pessoas como D. Nena deveriam permanecer por uma vida ao nosso lado, sob sua generosidade.

Deixarei aqui essa homenagem à senhora, D. Nena, esperando que goste de saber o quanto sofro sua ausência.

Fica em paz.

Beijos de sempre,

Maria da Graça (d. Graça como me chamava)