sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

SERÁ QUE FICO ...





Será que fico assistindo tudo assim:

Parada, estagnada frente à tanta farra com nosso dinheiro;

Calada, perante esse congresso/senado/assembleia legislativa composto de pessoas inescrupulosas, indignas, que, num dedilhar de painel, aprovam, eufóricos, leis que nos tornam indivíduos submissos, curvados;

Servil a esse novíssimo governante, seja ele/ela municipal e/ou estadual, que somente aponta 'crise' e vai, sorrateiramente, arrecadando e elevando impostos;

Olhos vedados como o faz nossa Justiça;

Encurralada pela força das armas em mãos bandidas;

Amedrontada em razão de um País à deriva;

Alheia ao empobrecimento do outrem;


Será que fico, de fato, tão fora de foco, porque se de quem esperávamos JUSTIÇA, faleceu (Teori Zavascki). 
E, vem aí, a indicação de um infiltrado - essencialmente político - para terminar de desmantelar a Ordem e Progresso desse nacionalismo, ora coberto de lama.

Esta maturidade que nos faz olhar para traz, visualiza um momento que a nada podemos comparar: esse estado desesperador de usurpação.

Não gostaria de 'ficar', mas realmente que espaço nos deixam esses homens públicos incrustados no poder, cujos, a cada dia que passa, sabotam nossa dignidade, os exemplos da História e a decência, sob o olhar incrédulo do povo brasileiro sedento por normalidade.

Será que fico.... já não sei mais!


Maria Marçal

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

FLORES PARA D. NENA





MARIA LORENA FLORES DA SILVA, dona Nena, como carinhosamente nos tratamos durante anos e anos.

Ontem, 07 de fevereiro, sua neta me liga:

- D. Graça, a vó faleceu hoje de manhã...

E assim as portas de Deus se abriram para receber essa pessoa que, em vida, esteve comigo por mais de quinze anos, ajudando a cuidar de mim e de minha filha, Maria Júlia.

Devo muito a ela, muito mesmo. 
Minhas incessantes horas de angústia, meus caminhos sem direção, a falta de experiência, onde havia o pulso amigo da d. Nena, tudo ela me puxou pela mão e fez-me prosseguir. 



Hoje ficará no campo das lembranças nossas conversas, sua comidinha caseira: a carne de panela que nunca saberei fazer igual; a galinha de sabor inigualável, a rotina de duas companheiras de coração.

Minha filha, ao lhe contar, também desabou em prantos... foram anos cuidando dela como sua!

Ainda bem que pude vê-la no hospital por duas vezes e lhe dizer o quanto a amava, o quanto sentia ela não estar no comando de sua vida, já que era independente, destemida, brava, de personalidade.
Esse fato me comove, mas ao mesmo tempo, abranda um pouco minhas lágrimas.

Minha família se alia a sua perda, D. Nena...
Todos lhe tinham em alta conta.

Peço ao nosso Deus poderoso que a proteja, a conforte por ter partido tão cedo, porque pessoas como D. Nena deveriam permanecer por uma vida ao nosso lado, sob sua generosidade.

Deixarei aqui essa homenagem à senhora, D. Nena, esperando que goste de saber o quanto sofro sua ausência.

Fica em paz.

Beijos de sempre,

Maria da Graça (d. Graça como me chamava)






domingo, 22 de janeiro de 2017

NA EXPECTATIVA DO AGUARDO...




Talvez venha desde a tenra infância uma resposta a essa expectativa do aguardo. 

Nossos pais querendo que caminhemos antes do tempo ou que as primeiras sílabas encantem à família, precocemente.

E assim vamos, muitas vezes inconscientemente, formatando pela vida adulta essa probabilidade acomodada de que tudo vá se alinhar aos nossos desejos, SE:

aguardarmos 'mais um pouquinho'; 'mais um dia'; 'mais um tempo'.

Será mesmo sensato estancar o dia a dia na expectativa de que 'alguém' nos ajudará a ver ou resolver os problemas que riscam o encantamento da jornada diária?

A doença que nos afeta - física e espiritual, o amor não correspondido, a falta de dinheiro, o linguajar dos amantes devolvidos à serenidade, a tarefa árdua da recuperação da harmonia, da paz...

Nada disso deveria se condicionar à expectativa do aguardo, eis que sua equação depende, fundamentalmente, de atitudes, de elevação e não sucumbência.


Na verdade, um dia que seja, alimentado somente pela esperança, poderá se transformar em frustração.

Não significa, contudo, que a mão amiga seja desconsiderada, porém essa, necessariamente, não pode arcar com o peso de sua solução.

Como reflexão, talvez devêssemos ter um olhar não para os vivos e sim para os que ora se despediram da vida... 
Com eles se foram os destinos sonhados, o ressentimento de não ter lutado e a amarga carga da inoperância, seja por abatimento seja pelo aguardo do desfecho feliz.

Quero dizer com isso que aguardar não é um bom começo...

Quero dizer com isso que julgar que somente o outrem nos abrirá portas, que terão a mesma sensibilidade sobre nossos conflitos, que trarão o pão nosso de cada dia é exigência por demais desafiadora.

Você, eu, iremos avante, quando nos dispusermos a colocar um pé à frente do outro, inexoravelmente.

Assim é vida!

Há que se beber dessa fonte de vigor, de renascimento, de vitórias sem depender do outrem, encontrando em nós mesmos o estimulante adequado, porque o tempo apenas serve para apontar o final da linha.


Bom domingo.


Maria Marçal






  

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SOBRE O PACOTE DESUMANO DO GOVERNADOR SARTORI

Correspondência enviada há pouco ao Presidente do Tribunal de Justiça e demais Poderes/Associações:


SOBRE PACOTE DE MEDIDAS DO ESTADO-RS



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Hoje, 12:07



Excelência,

Para seu conhecimento:

Publiquei, há pouco, no meu fecebook (abaixo), vez que é isso que penso sobre este desrespeito às leis que nos regem, ao esforço que o Poder Judiciário faz em lhe estender ajuda, através das custas judiciais. 

Com essa falta de ações e incapacidade de governar querem, desesperadamente, incluir na conta do funcionalismo público e da população em geral e, mais ainda, investir no dinheiro destinado - por lei - aos demais poderes.

O que este governo fez até agora? só aumentou impostos, não trouxe investidores, não criou empregos...nada!
Se limita a dizer que estamos em crise.

Outrossim, se nos espelharmos nas medidas do Rio de Janeiro, teremos a constatação de que a falta de dinheiro se deve exclusivamente aos desvios do dinheiro público, à corrupção generalizada nas obras daquele Estado e, a grande verdade desse dito, se faz através da prisão de seus governadores. 

Lá crise significa má gestão/corrupção, o que não descarto do mesmo estar acontecendo por aqui. Afinal, não é por nada que tem auditorias propostas pelo MP e Auditores estaduais.

Quanto a diminuir nossa dotação orçamentária, diria: o que faz o Judiciário com o dinheiro que recebe? 
Paga em dia nosso salário, faz obras, recupera nossas deficiências materiais nos cartórios estaduais...

Acho que está faltando a busca pelo imediato e urgente resultado dessas investigações do Ministério Público de Contas, onde os deputados terão base fidedigna para decidir sobre essa violência proposta contra o funcionalismo e aos  demais poderes.

Há que se descobrir onde ele está 'guardando' o dinheiro que entra no Estado, ao meu ver, s.m.j..


Meu texto (já encaminhei ao Conselheiro Da Camino):



NA ENTREVISTA AGORA DO SECRETÁRIO DA FAZENDA DO RGS NA RÁDIO GAÚCHA SE PODE TER O TAMANHO DA DESCONSIDERAÇÃO AO FUNCIONÁRIO PÚBLICO... ACHO QUE ANTES DE ACEITAR PACOTES DESUMANOS, A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DEVERIA TER O RESULTADO DA AUDITORIA NAS CONTAS DO ESTADO FEITO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS.

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Respeitosamente,

Maria da Graça Marçal
mgmarcal1@hotmail.com
cc. Presidentes do TCE-RS, AL-RS, Presidentes Cejus, ASJ, Sindjus, MP-RS